Eclipsis Litteris
 

 
 
Poéticas 
e 
Visuais
 
 
   
  Parla!:

Quinta-feira, Abril 29

 



O SEU OLHAR
(Arnaldo Antunes)

O seu olhar lá fora 
O seu olhar no céu 
O seu olhar demora 
O seu olhar no meu 
O seu olhar seu olhar melhora... 
 Melhora o meu. 
Onde a brasa mora 
E devora o breu 
Como a chuva molha
O que se escondeu 
O seu olhar seu olhar melhora... 
 Melhora o meu. 
O seu olhar agora 
O seu olhar nasceu 
O seu olhar me olha 
O seu olhar é seu 
O seu olhar seu olhar melhora... 
 Melhora o meu.
Parla!:
 


Gente, tô numa jornada maluca
no final do curso...
Vai aí umas imagens que gosto e 
meu pedido de paciência.
Para começar, detalhes
da última exposição
do meu amigo 

WALDO BRAVO
Parla!:
 


Manfredo de Souzanetto

Parla!:
 


Arthur Luiz Piza
Parla!:
 


Daniel Senise
Parla!:

Sexta-feira, Abril 16

 

Erguia-me diante do infrutífero mar

Face e cabelos pelas ondas encharcados, 

As longas rubras chamas do dia finado

Ardiam a oeste; que vento de arrepiar! 

Rumo à terra gaivotas ruidosas a voar: 

"Ai!" gritei, "que vida cheia de decepção

E quem há de colher fruto ou dourado grão

Nesses campos desolados a labutar?"

Redes furadas e falhadas escancaro

Tentando a sorte no meu último arremesso

Mar a dentro, e então quedo-me à espera do fim.

Eis que com uma inesperada glória deparo

Surgir o esplendor de membros cor de marfim 

E em júbilo meu triste passado esqueço.

Oscar Wilde

Parla!:
 

III
É Sábado, percebo a calidez do crepúsculo
assim como percebo o céu desnudo de estrelas 
só uma queima, e eu penso estar morrendo
de uma morte que não é apenas minha.

Uma garota me sorri e belo é o seu semblante.
Mas não, não é a garota que espero
e ainda assim lhe escrevo versos de amor:

Bem sei que não haverá beleza em meu esquife
se ele tiver como adorno pétalas de uma única flor,
pétalas leves a ponto de erguerem vôo
e pousarem onde os pássaros não sonham com o amor.

A morte da qual morro não é só minha
e nasço ao procurar sorrisos em semblantes belos.
Sonho com uma vida de aquém túmulo
onde haja pétalas se volvendo em pássaros,
onde haja sorrisos se volvendo em cânticos
a florescer em todas as sombras.

É Sábado, percebo a calidez do crepúsculo:
Há de me matar esta vida de profeta.

Daniel Francoy
Parla!:
 


Wassily Kandinsky!
Parla!:
 

Paul Klee!

Parla!:
 

Eduarda, nem sei o que dizer dessa sua comparação da Pagu comigo...

Hoje me falaram em virtude 
Tudo muito rito, muito rígido 
Com coisinhas assim mais ou menos 
Sentimentais. 
  
Tranças faziam balanças 
Nas grandes trepadeiras 
Estávamos todos por conta de. 
  
Nascinaturos espalhavam moedinhas 
Evidentemente estavam bricando 
Pois evidentemente, nos tempos atuais 
Quem espalha moedas 
Ou é louco, ou é porque 
está brincando mesmo. 
O que irritou foi o porque. 
  
Pagu

CÔCO DE PAGU 
  
    Pagu tem os olhos moles 
    uns olhos de fazer doer. 
    Bate-coco quando passa. 
    Coração pega a bater. 
  
    Eh Pagu eh! 
    Dói porque é bom de fazer doer. 
  
    Passa e me puxa com os olhos 
    provocantissimamente. 
    Mexe-mexe bamboleia 
    pra mexer com toda gente. 
  
    Eh Pagu eh! 
    Dói porque é bom de fazer doer. 
  
    Toda a gente fica olhando 
    o seu corpinho de vai-e-vem 
    umbilical e molengo 
    de não-sei-o-que-é-que-tem. 
  
    Eh Pagu eh! 
    Dói porque é bom de fazer doer. 
  
    Quero porque te quero. 
    Nas formas do bem-querer. 
    Querzinho de ficar junto 
    que é bom de fazer doer. 
  
    Eh Pagu eh! 
    Dói porque é bom de fazer doer. 
  
        Raul Bopp
Parla!:

Quinta-feira, Abril 8

 


KEITH HARING


Parla!:
 


ALEX VALLAURI


Parla!:
 


Hoje fiquei a fim de exercitar o visual...

ANITA MALFATTI



AMILCAR DE CASTRO



MOSTRA DE ARTE AFRICANA



Parla!:

Terça-feira, Abril 6

 
Parla!:
 

Imagino o artista num anfiteatro
Onde o tempo é a grande estrela.
Vejo o tempo obrar a sua arte
Tendo o mesmo artista como tela.

Modelando o artista ao seu feitio,
O tempo, com seu lápis impreciso,
Põe-lhe rugas ao redor da boca
Como contrapeso de um sorriso.

Já vestindo a pele do artista
O tempo arrebata-lhe a garganta.
O velho cantor sobe ao palco.
Apenas abre a voz,e o tempo canta.

Dança o tempo sem cessar, montando
O dorso do exausto bailarino.
Trêmulo, o ator recita um drama
Que ainda está por ser escrito.

No anfiteatro, sob o céu de estrelas
Um concerto eu imagino
Onde, num relance, o tempo alcance a glória
E o artista, o infinito.

Ana Maria Machado
Parla!:
 


Lua...
As vezes tenho vontade de sumir pra Lua.
A brancura iluminada pelo sol,
faz com que eu tenha
vontade de transceder...
Elevar a alma
deixar no solo este corpo cansado.

Vontade de silêncio
de ficar só
olhando para cá e
esquecer as confusões
do planetinha azul.

Há tempo não sentia essa 
vontade enorme de chorar
em comunhão com o mundo
pelas dores que se têm sentido
sem o menor sentido de fato.

Violência e paixão
ebulindo aos poros
das pessoas...
fazendo minha sensibilidade
compactuar com essa dor.

Hoje, 
em especial,
queria ficar quietinha
no colo da mãe natureza
dormir ao relendo
sem ter que
voltar para casa...

Claudia Garrocini
Parla!:
 


PERDI
SEU OLHAR
SEU FOGO
DENSO
FOGE
LONGE
FRIO
AGORA
PEDAÇO
DE HORA
ETERNOS
MINUTOS
TEIMAM
EM BRINCAR
DE ESTÁTUA.
(Claudia Garrocini)

segredos
corrompem
esquinas
que nada
significam
ao
fluxo de
pessoas
que
as
cruzam.
CLAUDIA GARROCINI
Parla!:
 

Galera da boa!
O Markim continua em Londres fazendo a gente 
morrer de inveja dos visuais!
Saudade Nego!
Parla!:
 

 

 
   
  This page is powered by Blogger, the easy way to update your web site.  

Home  |  Archives