Quem vai à estação LUZ,
Pode passar horas, contemplando as maravilhas
do Parque da Luz, onde existem obras belíssimas,
o Museu da Lingua Portuguesa, e a Pinacoteca,
com um acervo fantástico.
Uma pequena mostra, na obra de Francisco Leopoldo e Silva
Sapho, instalada na Pinacoteca.
Vire mais uma vez
a página da vida
e talvez eu esteja lá
cantando uma canção
daquelas que dizem o que pensamos
dê mais um passo
e quem sabe você me encontra
dentro de você
nos seus sonhos
nos desejos mais secretos
sentimos tudo igual
mas nos falta coragem para dizer
para aceitar essa coisa toda
ficamos imóveis
vendo a nossa vida passar
diante de nós
vontade de beijar
desejo de ficar
abraçadinho
vendo as nuvens do céu
desenharem coisas
que só se pode ver com o coração.
Claudia Garrocini
O tempo passa por entre meus dedos
Não posso controlar
Tempo corre
Enquanto aprecio a paisagem
Vou seguindo
Num emaranhado de emoções
Guardo, vivo, nunca sei parar
Fico atônita por pouco
Tenho tempo demais
Sonhos demais para se entender
Tenho o som das ondas
Enquanto passa o tempo...
Claudia Garrocini
Perdoa
soprar prá longe suas palavras
Perdoa
ficar em silêncio
quando desisto de me aproximar
Conheço os personagens
a zona e o doido
Há tanto tempo
não quero esquecer
não quero parar
não quero desligar
Mas acabo sumindo
nos meus pensamentos
ficando absorta
esquecida num canto qualquer
Como se eu não pudesse ouvir nada
além da minha respiração
e da memória de um ciclo que não se fecha
ecoando nossas discussões e idéias
Tudo tem um final
e o nosso não chegou
Não tenha medo de avançar para o fim
Já não somos o que éramos
E sinto bem forte aqui dentro
que nós nos devemos isso.
(Claudia Garrocini)
Imagens capturadas pelo Zé 3...
no Museu da Língua Portuguesa.
Você ainda não visitou?
DEMORÔ!!!!!
A letra da trilha...
Sem comentários!
Eu te amo
Tom Jobim / Chico Buarque
Ah, se já perdemos a noção da hora
Se juntos já jogamos tudo fora
Me conta agora como hei de partir
Ah, se ao te conhecer
Dei pra sonhar, fiz tantos desvarios
Rompi com o mundo, queimei meus navios
Me diz pra onde é que inda posso ir
Se nós nas travessuras das noites eternas
Já confundimos tanto as nossas pernas
Diz com que pernas eu devo seguir
Se entornaste a nossa sorte pelo chão
Se na bagunça do teu coração
Meu sangue errou de veia e se perdeu
Como, se na desordem do armário embutido
Meu paletó enlaça o teu vestido
E o meu sapato inda pisa no teu
Como, se nos amamos feito dois pagãos
Teus seios ainda estão nas minhas mãos
Me explica com que cara eu vou sair
Não, acho que estás te fazendo de tonta
Te dei meus olhos pra tomares conta
Agora conta como hei de partir.